sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sobre Hiperatividade: somos assim....

A criança hiperativa mostra um grau de atividade maior que outras crianças da mesma faixa etária em relação às outras crianças. Os portadores de DTAH sentem dificuldade em manter a atenção concentrada, distraem-se facilmente por estímulos irrelevantes, são incapazes de ficarem quietas, são desatentas a perguntas e a tarefas escolares, são desobedientes e impacientes, não param para olhar ou ouvir. Em função do excesso de energia, elas são curiosas, propensas a se machucarem e a quebrarem e danificarem coisas; arrastam cadeiras, são estabanadas, esbarram em objetos, sobem em móveis, falam compulsivamente, vivem perdendo material escolar e não suportam bem as frustrações.


Todos essas manifestações são decorrentes de um desequilíbrio neuroquímico cerebral, provocado por uma disfunção pela produção insuficiente de neurotransmissores em certas regiões do cérebro, que são responsáveis pelo estado de virgília, atenção e controle das emoções.

É importante esclarecer que nem toda criança agitada deve ser rotulada como hiperativa. A agitação pode ser sintoma de doenças graves, como autismo, hipertireoidismo, depressão infantil, assim como pode ser resultado de problemas de comportamento.

A criança hiperativa é um desafio para seus pais, familiares e professores. Interfere na vida familiar, escolar e social. Ela tem dificuldade em entender as regras e em obedecê-las. A criança hiperativa pode ter muitos problemas; apesar da "dificuldade de aprendizado", ela é, geralmente, muito inteligente. Muitas vezes se sente isolada e segregada dos colegas, mas não entende por que é tão diferente. Fica perturbada com suas próprias incapacidades e pode sofrer de estresse, tristeza e baixa auto-estima.

A causa ou causas exatas da hiperatividade são desconhecidas. A comunidade médica teoriza que a desordem pode ser resultado de fatores genéticos; desequilíbrio químico; lesão ou doença na hora do parto ou depois do parto; ou um defeito no cérebro ou sistema nervoso central, resultando no mau funcionamento do mecanismo responsável pelo controle das capacidades de atenção e filtragem de estímulos externos. Metade das crianças hiperativas tem menos problemas comportamentais quando seguem uma dieta livre de substâncias como flavorizantes, corantes, conservantes, glutamato monossódico, cafeína, açúcar e chocolate.

Publicado em: julho 11, 2006

Bibliografia: Hiperatividade por MOOJEN.S.Dificuldade ou transtorno? In: Rubinstein, E. (Org.). Psicopedagogia: uma prática, diferentes estilos. São Paulo: Casa do psicólogo,1999.

A Atividade - Lúdica

Podemos dizer que a brincadeira não é apenas uma dinâmica interna da criança, mas uma atividade dotada de um significado social que necessita de aprendizagem. Tudo gira em torno da cultura lúdica, pois a brincadeira torna-se possível quando apodera elementos da cultura para internalizá-los e criar uma situação imaginária de reprodução da realidade. É através da brincadeira que a criança consegue adquirir conhecimento, superar limitações e desenvolver-se com indivíduo.


Com imaginação, apresentação, simulação, as atividades com jogos são considerados como estratégia didática, facilitadora da aprendizagem, quando as situações são planejadas e orientadas por profissionais ou adulto, visando aprender, isto é, proporcionar à criança a construção de algum tipo de conhecimento, alguma relação ou desenvolvimento de alguma habilidade.

O lúdico enquanto recurso pedagógico na aprendizagem, deve ser encarado de forma séria, competente e responsável. Usado de maneira correta, poderá oportunizar ao educador e ao educando, importantes momentos de aprendizagens em múltiplos aspectos.

Considerando-se sua importância na aprendizagem, o lúdico favorecerá de forma eficaz o pleno desenvolvimento das potencialidades criativas das crianças, cabendo ao educador, intervir de forma adequada, sem tolher a criatividade da criança. Respeitando o desenvolvimento do processo lúdico, o educador poderá desenvolver novas habilidades no repertório da aprendizagem infantil.

Publicado em: maio 18, 2007

Bibliografia: A importância do lúdico em psicopedagogia por Anita MAtos Santana 2007